Imagine o choque de ver Stephen Curry ser enviado para outra equipe em troca de um pacote composto por Kelly Olynyk, Harrison Barnes e T.J. McConnell. Para muitos, isso soaria como um delírio completo da diretoria, um movimento capaz de destruir o legado recente da franquia de San Francisco.
No entanto, por mais absurdo que esse cenário pareça hoje, o Golden State Warriors já viveu uma realidade idêntica no passado. A troca que enviou Wilt Chamberlain para o Philadelphia 76ers em 1965 permanece como uma cicatriz histórica, servindo de alerta sobre os perigos de subestimar uma lenda viva.
É como trocar um diamante por três moedinhas de ouro. Você faria este acordo?
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A heresia histórica no Golden State Warriors: trocando o impossível por moedas
Na temporada 1964-65, os Warriors cometeram o que muitos analistas consideram o maior erro estratégico da história da NBA. Eles tinham, simplesmente, Wilt Chamberlain, um titã que reescreveu os livros de estatísticas, foi trocado por Connie Dierking, Lee Shaffer, Paul Neumann e uma quantia em dinheiro, resultando em uma campanha pífia de apenas 17 vitórias.
Se traçarmos um paralelo com a era moderna, a magnitude dessa perda é equivalente a abrir mão de Stephen Curry. Ambos não são apenas jogadores de elite, são os pilares sobre os quais a identidade da franquia foi construída, revolucionando a forma como o basquete é jogado em suas respectivas épocas.
O equivalente moderno dos coadjuvantes de 1965
Para entender o peso dessa troca, precisamos olhar para os nomes envolvidos. Connie Dierking era um pivô funcional, mas comum, muito semelhante ao papel que Kelly Olynyk desempenha hoje: um veterano útil, mas que jamais seria a peça-central de uma equipe vencedora ou um substituto à altura de um gênio.

Paul Neumann e o esforço que não vence campeonatos
Fechando o trio, Paul Neumann era o armador esforçado daquela negociação, uma descrição que se encaixa perfeitamente em T.J. McConnell. McConnell é o tipo de jogador que todo treinador ama ter no banco pela energia, mas trocá-lo pelo maior arremessador da história seria admitir a irrelevância competitiva.
O resultado daquela transação original foi catastrófico. Sem a força gravitacional de Wilt, os Warriors perderam o rumo, provando que somar três jogadores médios nunca resultará no valor de uma estrela geracional. É a matemática cruel do esporte que a diretoria parece ter aprendido a duras penas.

Quem foi trocado por Wilt Chamberlain em 1965?
Wilt foi enviado para o Philadelphia 76ers em troca de Connie Dierking, Lee Shaffer, Paul Neumann e 150 mil dólares. O negócio é citado até hoje como um dos piores já feitos na história da liga.
O que aconteceu com o Golden State Warriors após a saída de Wilt Chamberlain?
A equipe sentiu o impacto imediato da perda de seu principal jogador, terminando aquela temporada com um retrospecto desastroso de apenas 17 vitórias, ficando fora das discussões de título por um longo período. Wilt terminou a temporada como cestinha, com 2.534 pontos.
Para se ter uma noção, na época, eram 9 times na liga e os Warriors foram o pior time. Para nível de comparação, as primeiras equipes acima do time de San Francisco foram o Detroit Pistons e o New York Knicks, ambos com 31 vitórias e 49 derrotas, enquanto o GSW teve 63 derrotas.
Por que comparar Stephen Curry com Wilt Chamberlain?
Ambos são considerados os maiores jogadores da história da franquia Warriors. Enquanto Wilt dominava o garrafão com recordes imbatíveis, Curry transformou o jogo externo, sendo o rosto de quatro títulos da NBA para o time.
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