Stephen Curry é reconhecido mundialmente pelo talento em quadra. Fora dela, construiu uma imagem pública alinhada a valores que sempre pareceram coerentes — ou, ao menos, era assim que muitos enxergavam.
Nos últimos dias, porém, seu nome passou a circular com força na imprensa internacional, agora associado de forma negativa aos acontecimentos envolvendo Israel nos últimos anos. Diante da repercussão, o Warriors Brasil reuniu as principais informações sobre o que conecta o astro do Golden State Warriors às acusações relacionadas ao genocídio em Gaza.
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Como Stephen Curry foi ligado ao Genocídio em Gaza?
Por meio da Penny Jar Capital, sua empresa de investimentos, Stephen Curry participa de aportes em startups de tecnologia fundadas por ex-integrantes das (FDI), profissionais que teriam desempenhado papel relevante no desenvolvimento da infraestrutura digital do país.

Esses investimentos foram realizados em parceria com fundos israelenses de venture capital, muitos deles com vínculos históricos com o setor de inteligência local, além de grupos norte-americanos associados ao lobby sionista.
O camisa 30 do Golden State, contudo, não é apontado como responsável por escolher ou financiar diretamente essas companhias. O relatório indica que empresas presentes no portfólio mais amplo ligado a Curry investiram ao lado de fundos consolidados, que por sua vez apoiaram startups criadas por empreendedores com passagem por unidades de tecnologia militar israelense.
No universo atual do venture capital, é comum que atletas façam aportes por meio de fundos coletivos, nos quais as decisões sobre o portfólio ficam a cargo dos gestores, e não dos investidores individuais.
Veículos como Forbes e CNBC já detalharam amplamente esse formato, à medida que cresce a presença de nomes do esporte em iniciativas inspiradas no modelo do Vale do Silício.
Conheça umas das startups ligadas ao Genocídio de Gaza
A Zafran Security, que recebeu apoio da empresa ligada a Curry em uma rodada de financiamento de US$ 30 milhões em 2024, é liderada por Sanaz Yashar, iraniano criado em Teerã que, segundo o relatório, foi recrutado ainda jovem e atuou por cerca de 15 anos na Unidade 8200 — divisão das FDI voltada à interceptação e invasão de comunicações. O período mencionado inclui operações em Gaza, como a ofensiva de 2014 e os episódios relacionados à Marcha do Retorno, entre 2018 e 2019.
Os cofundadores da companhia, Ben Seri e Snir Havdala, também teriam histórico em áreas de inteligência militar. Havdala passou uma década na Unidade 8200, enquanto Seri integrou a Unidade 81, descrita como responsável pelo desenvolvimento de capacidades cibernéticas ofensivas. De acordo com o documento, os três receberam reconhecimentos por suas atuações nas FDI.
O investimento que envolve Steph ocorreu ao lado de outros fundos. Entre eles está a Sequoia Capital, cujo sócio Shaun Maguire é citado no relatório por posições públicas fortemente favoráveis a Israel e por declarações controversas a respeito de muçulmanos e palestinos. A Sequoia aparece como principal investidora da Zafran e mantém participação em dezenas de empresas israelenses fundadas por ex-membros das forças armadas.
A rodada também contou com a presença da Menlo Ventures e da israelense Cyberstarts. A Menlo tem ampliado aportes no país e, em visita recente, o sócio Mark Siegal afirmou que considera o ecossistema de tecnologia local essencial para a continuidade do Estado Judeu, associando esse apoio a um compromisso pessoal.
Já a Cyberstarts foi criada por Gili Raanan, que, ainda conforme o relatório, passou 15 anos na Unidade 8200 e recebeu prêmios por sua contribuição em projetos de segurança e infraestrutura.
💥 Stephen Curry'nin İsrail istihbaratçılarının şirketlerine 10 milyonlarca Dolar para aktardığı ortaya çıktı. (The Grayzone) pic.twitter.com/HTwk5ypaEK
— Nexus Sports (@nexustransfer) January 31, 2026
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