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Por que o Golden State ignorou Jalen Brunson no Draft da NBA se era considerado a “escolha de ouro”?

Jalen Brunson era visto como a personificação da cultura Warriors antes do Draft de 2018. Mesmo assim, Golden State deixou o armador passar e viu uma futura superestrela cair no colo do Dallas Mavericks. O mesmo jogador que hoje brilha com a camisa do New York Knicks nas Finais da NBA.

O que parecia uma decisão sem grandes consequências acabou se transformando em uma das escolhas mais questionadas daquela geração de draft. O curioso é que os próprios analistas ligados ao universo dos Warriors já enxergavam, em 2018, exatamente o jogador que Brunson se tornaria anos depois.

O armador de Villanova não era considerado um fenômeno físico nem um prospecto capaz de lotar ginásios apenas com enterradas espetaculares. Seu diferencial estava em algo muito mais difícil de encontrar: inteligência, liderança e uma mentalidade vencedora que parecia feita sob medida para Golden State.

A história sugere que Jalen Brunson era exatamente o tipo de jogador que os Warriors procuravam

Poucos meses antes do Draft da NBA de 2018, o jornalista Charlie Stanton, do Golden State of Mind, publicou uma análise que hoje parece quase profética.

Enquanto muitos avaliadores buscavam alas atléticos e jogadores com potencial físico impressionante, Stanton defendia que Brunson representava algo que os Warriors valorizavam profundamente: maturidade, tomada de decisão e capacidade de vencer.

“Jalen Brunson, o veterano motor do Villanova, personifica o que os Warriors procuram em suas escolhas de draft. Seria a escolha de ouro”, Charlie Stanton.

Naquele momento, Jalen já possuía um currículo que chamava atenção. Ele havia conquistado um título nacional pela Universidade de Villanova em 2016 e caminhava para conquistar outro em 2018.

Mais do que isso, era considerado por diversos observadores como uma das mentes mais brilhantes do basquete universitário. A CBS Sports chegou a descrevê-lo como “o jogador mais inteligente do basquete universitário”. E isso não era exagero.

Brunson combinava eficiência ofensiva, excelente controle de bola, liderança e um histórico impressionante em jogos decisivos. Seu aproveitamento nos arremessos era de elite, suas decisões raramente resultavam em erros e sua relação entre assistências e turnovers era uma das melhores do país.

O problema é que havia uma dúvida persistente. Será que um armador acostumado a controlar a posse de bola conseguiria se adaptar ao sistema altamente coletivo de Steve Kerr? Essa pergunta acabaria influenciando o futuro da franquia.

A pergunta que jamais será respondida é: Jalen Brunson poderia ter sido o armador ideal para o futuro do Golden State Warriors após a aposentadoria de Stephen Curry?

O encaixe parecia perfeito, mas existiam dúvidas

Os Warriors possuíam as escolhas 28 e 58 daquele draft. Jalen Brunson era projetado justamente para o fim da primeira rodada ou início da segunda. Ou seja: o Golden State teve oportunidades reais de selecioná-lo.

O perfil também parecia ideal para uma equipe construída em torno da inteligência coletiva. Stephen Curry, Klay Thompson e Draymond Green haviam transformado leitura de jogo em uma arma tão poderosa quanto talento físico.

Mas a diretoria enxergou uma necessidade diferente. Em vez de apostar no armador de Villanova, escolheu Jacob Evans na posição 28. Você conhece Jacob Evans?

Quem era Jacob Evans?

Vindo da Universidade de Cincinnati, Evans era visto como um ala versátil capaz de defender múltiplas posições. Na teoria, fazia sentido. Golden State buscava um jogador capaz de complementar um elenco já recheado de estrelas.

O problema apareceu rapidamente. Evans nunca conseguiu encontrar espaço na rotação. Sua produção ofensiva foi limitada, sua confiança desapareceu e o desenvolvimento esperado simplesmente não aconteceu.

Em duas temporadas pelos Warriors, teve participação discreta e jamais se consolidou como peça relevante. Pouco tempo depois, estava fora dos planos da franquia. Chegou a ter uma passagem relâmpago pelo Minnesota Timberwolves e não vingou.

Atualmente joga no BK KVIS Pardubice, na República Tcheca. Enquanto isso, o jogador selecionado apenas cinco posições depois construiu uma trajetória completamente diferente e hoje é uma das estrelas da NBA.

O que aconteceu quando Jalen Brunson chegou à NBA?

O Dallas Mavericks enxergou valor onde muitos não viram. Selecionado na escolha 33, Jalen Brunson entrou na liga sem o status de estrela. Durante seus primeiros anos, atuou ao lado de Luka Doncic e construiu reputação como um dos reservas mais confiáveis da NBA.

Mas os playoffs de 2022 mudaram tudo. Com Doncic lesionado em parte da campanha, Brunson assumiu responsabilidades maiores e mostrou que podia liderar uma equipe vencedora.

Foi naquele momento que o restante da NBA percebeu que Dallas havia encontrado muito mais do que um simples armador reserva. Os Knicks perceberam isso também.

A transformação em superestrela de Nova York

Quando assinou com o New York Knicks em 2022, muitos analistas questionaram o investimento. Hoje, aquela contratação parece uma das melhores decisões da década. Jalen transformou completamente a franquia.

Virou três vezes All-Star consecutivo, foi selecionado para três equipes All-NBA e conquistou o prêmio de Clutch Player of the Year, destinado ao jogador mais decisivo da liga.

Ele também conquistou a Copa da NBA de 2025 e foi eleito MVP do torneio. Mas sua temporada de 2025/26 elevou sua carreira a outro patamar.

O ano em que Jalen Brunson chegou ao topo

Em 2026, Jalen Brunson deixou de ser apenas um astro. Ele se tornou o rosto de uma das campanhas mais memoráveis da história recente dos Knicks. Com médias de 26 pontos e quase sete assistências por jogo, liderou Nova York até o título da Conferência Leste, encerrando uma espera de 27 anos da torcida.

Na final da conferência, foi eleito MVP do Leste (Troféu Larry Bird) após dominar a série contra o Cleveland Cavaliers. Nas Finais da NBA contra Victor Wembanyama e o San Antonio Spurs, protagonizou um momento que rapidamente entrou para sua lenda pessoal.

Mesmo após sofrer lesões no joelho e no tornozelo durante o primeiro tempo do Jogo 1, retornou à quadra e marcou 13 pontos apenas no último período. Terminou a partida com 30 pontos e comandou a vitória dos Knicks fora de casa.

Aquele jogador considerado lento demais, baixo demais e pouco atlético demais agora estava liderando uma equipe rumo ao maior palco do basquete mundial. Sua trajetória de jogador subestimado lembra, em alguns aspectos, o início da carreira de Stephen Curry.

O legado de uma decisão que os Warriors gostariam de refazer

Nem todo erro de draft é óbvio no momento em que acontece. O caso de Jalen Brunson é fascinante justamente porque os sinais estavam todos ali, escancarados. Os próprios observadores ligados ao universo dos Warriors identificaram suas qualidades.

A cultura vencedora, a inteligência, a liderança e a maturidade que os Warriors tradicionalmente valorizavam. Ainda assim, a franquia seguiu outro caminho.

Hoje, olhando para trás, fica difícil não imaginar como teria sido ver Jalen Brunson aprendendo diariamente ao lado de Stephen Curry e Steve Kerr. A NBA nunca descobrirá essa resposta.

Mas uma coisa é certa: poucos jogadores provaram de forma tão contundente que inteligência e mentalidade vencedora podem superar qualquer limitação física projetada pelos especialistas.

Por que os Warriors não escolheram Jalen Brunson no Draft de 2018?

Golden State acreditava que precisava reforçar suas alas defensivas e enxergou Jacob Evans como uma opção mais adequada ao elenco. Também existiam dúvidas sobre o encaixe de Jalen Brunson em um sistema que não dependia de armadores dominando a bola.

Em qual posição Jalen Brunson foi draftado?

Jalen Brunson foi selecionado pelo Dallas Mavericks com a 33ª escolha geral do Draft da NBA de 2018, já no início da segunda rodada, apenas cinco posições após a escolha dos Warriors.

Jacob Evans teve sucesso nos Warriors?

Não. Evans teve poucas oportunidades, não conseguiu se firmar na rotação de Steve Kerr e deixou a franquia sem alcançar o desenvolvimento esperado quando foi selecionado.

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Eric Filardi

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Eric Filardi e Thiago Felipe Camargo

Fundadores

Eric e Thiago trabalham juntos há 5 anos e uniram a paixão por esportes e basquete para criar algo revolucionário: dar voz a maior equipe da NBA na atualidade, com DNA do Brasil.

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